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São Miguel do Gostoso

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  Março-2011

Atitude - Muito Mais Gostoso

Além de jornalista, Emanuel Neri é empreendedor do Turismo em São Miguel do Gostoso

Sinais de maturidade e equilíbrio em São Miguel do Gostoso       

      

 

 

 

 

 

O Carnaval em São Miguel do Gostoso foi ótimo. Tudo funcionou muito bem. Pousadas cheias, restaurantes movimentadíssimos, bares animados. Mas o mais interessante do Carnaval foi mesmo a organização dos bailes populares que, durante cinco noites --da sexta à terça-feira --, ocorreram na Praia da Xepa. Ao contrário de outros Carnavais, desta vez o som estava bem mais moderado, palco e caixas de som voltados para o interior da cidade (o que evita que o vento ampliasse a propagação do som em direção a residências e pousadas da Praia do Maceió), o esquema de segurança foi perfeito e, talvez o mais importante, cumpriu-se rigorosamente o horário para o encerramento da festa –entre 2 e 2h30 da manhã.

Pontos para a Prefeitura, que coordenou a organização de todo o Carnaval. Na primeira noite da festa, o próprio prefeito Miguel Teixeira subiu no palco da festa e deu seu recado. Falou que havia uma determinação da Justiça para que todas as festas de Carnaval se encerrassem, no máximo, às 2h30. Disse que se tratava de uma decisão válida não só para São Miguel do Gostoso, mas para todo o Rio Grande do Norte, e que caberia a todos respeitá-la. Apesar da animação da festa, os foliões concordaram com a orientação do prefeito. Com sua iniciativa, Miguel Teixeira demonstrou liderança e responsabilidade. Suas palavras oportunas contribuíram para que se desfizesse o clima de tensão que reinou na cidade, antes do Carnaval.

Que clima de tensão foi este? Tudo começou quando um grupo de pessoas –incluindo proprietários de pousadas e moradores – reivindicou mais controle do poder público para o barulho provocado por festas em locais públicos e de carros de som que circulam na cidade. Foi o suficiente para que outro setor da população, incitado de forma um tanto quanto precipitada por alguém que se intitulava como liderança local, ameaçou se rebelar. Durante dias, houve uma intensa troca de mensagens via Internet, algumas beirando os limites da tolerância de um debate civilizado. Tal tensão chegou ao máximo quando se fez—via recados -- ameaças de violência física contra pousadeiros e estabelecimentos turísticos. Um grande risco para São Miguel do Gostoso.

Mas felizmente prevaleceu o bom senso. Ao perceberem o perigo que estava para acontecer, com alguns ânimos extremamente exaltados, algumas das próprias lideranças que antes tentaram insuflar a população, saíram a campo para pedir calma, se manifestar contrários a atos de violência e defender a paz na cidade. Ótimo que o equilíbrio entre as partes deste suposto conflito tenha prevalecido! O Carnaval veio para consolidar este momento de harmonia e civilidade em São Miguel do Gostoso. Quem quis se divertir, se divertiu. Quem quis descansar, conseguiu descansar, porque a festa de Carnaval, com som mais moderado, terminava bem mais cedo do que em festas anteriores, que costumavam ir até de manhã. Todos viveram um Carnaval perfeito.

Bom para São Miguel do Gostoso que demonstrou maturidade ao saber respeitar interesses distintos. Ninguém é contra as tradições locais, a cultura nativa, as festas populares, como o Carnaval. Mas é importante que estes eventos ocorram dentro de regras e padrões de moderação que respeitem e conciliem desejos, gostos e opiniões diferentes. As cidades e as populações civilizadas fazem assim. São Miguel do Gostoso fez do seu Carnaval um ótimo exemplo de convivência pacífica de sua população –aí incluindo nativos, pessoas de outros Estados e países que habitam na nossa cidade e de empreendedores que investiram para fazer de São Miguel do Gostoso um próspero e importante pólo turístico do Brasil, gerando receita e criando empregos.

Todos estão de parabéns. A Prefeitura, que determinou regras para o Carnaval e fez cumprir a determinação da Justiça; o prefeito, que impôs sua liderança em um momento de tensão na cidade; moradores e empreendedores do turismo, que pedem o cumprimento do calendário em que festas podem ser realizadas em espaço público, com som mais moderado e terminando mais cedo; lideranças locais, que entenderam a delicadeza de um conflito com conseqüências imprevisíveis e pediram moderação para os setores mais exaltados no conflito; e, finalmente, a nossa cidade, que deu demonstrações inequívocas de que sua população alcançou um razoável padrão de equilíbrio, maturidade e civilidade.

E viva São Miguel do Gostoso!

Emanuel Neri

 
     
 

Comentário de Dionava:

a festa este ano realmente foi um pouco mais organizada, mais ainda precisamos chamar a atenção das autoridades locais e da organização da festa, pois arrumam barracas, arrumam o som, mas o que é muitissímo importante e que ninguém se lembra é da higiene.......banheiros ...banheiros ...banheiros......a praia até hoje está uma completa sujeira e a areia simplesmente nojenta de se pisar...então cidade...preste mais atenção......menos valores ao som e mais valores prá higiene...obrigada pelo espaço.

 
     
 

Comentário de Daniel Dantes:

Realmente concordo com o Emanuel de que já se perceba uma maturidade do poder público em ouvir os dois lados da moeda e procurar um equilíbrio entre as opiniões das pessoas da cidade. Maturidade essa que falta ao próprio Emanuel, quando insiste na crítica as pessoas da cidade que insistiram em participar desse debate, pois que equilíbrio se faz com a participação das diferentes opiniões.


Imaturidade tamanha, a ponto de continuar a fazer acusações infundadas num espaço tão maravilhoso como este, coisa que não deveria ser digna de um profissional da comunicação.


São Miguel do Gostoso sabe que, há alguns dias, Emanuel compartilhou um email entre empresários propondo se unirem e irem a luta por uma "Lei do Psiu" na cidade. Vejam só: o empresário e jornalista Emanuel Neri compartilha um e-mail propondo aos demais empresários se articularem para irem a luta por uma "Lei do Psiu" na cidade.


Logo, um rapaz, como resposta, se manifesta dizendo que para decisões como essas deveriam ter a participação dos moradores da comunidade, dizendo ainda que "realmente há muitas coisas que precisam de um controle" mas que uma "Lei do Psiu" deveria ser discutida com os moradores da comunidade.


Observem que, o rapaz reinvindica que, seja quem for controlar isso, deve ver a participação das pessoas da comunidade, os que também pensam diferente, e, exatamente esse rapaz, é quem fala de "haver um equilíbrio entre as coisas". Isso pode ser visto nos e-mails, inclusive, o próprio Emanuel recebeu todos os e-mails.

Quem quiser receber e conhecer os e-mails peça para mim que eu enviarei: dande21smg@hotmail.com

E, bem antes de alguns jovens se posicionarem com suas opiniões diferentes no debate por e-mails, algumas pessoas dos blocos carnavalescos já se articulavam no sentido de fazer movimentos e até reunião com a prefeitura. Então, falsamente, agora vem acusar os jovens pela situação.

Saibam que, esses jovens, e não foi só um, conteram manifestações antes de elas ocorrem, expressando muito mais maturidade que pessoas mentirosas e sem cautelas, e falaram por diversos grupos, como organizações, blocos e grupos, por indicação, e não por se auto entitularem.

É muito simples senhor jornalista, a prática do discurso fácil e mentiroso! E deve, realmente, ser muito incômodo, quem se acha dono da palavra se ver confrontado por jovens conscientes e inteligentes que a comunidade é capaz de ter.

 
     
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