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Atitude - Muito Mais Gostoso

Emanuel Neri, jornalista e hoteleiro em São Miguel do Gostoso

Bem que o Conselho da Criança e do Adolescente deveria entender melhor a questão do barulho

              





Bom, para início de conversa, algumas explicações. Primeira explicação: acho interessantíssimo que os leitores se manifestem sobre o que eu escrevo neste site. Esta é uma das boas práticas do jornalismo --a discordância de opiniões e a diversidade de visões sobre um mesmo assunto. É assim que surgem os grandes debates que, na maioria das vezes, convergem para um confluência de idéias extremamente positiva. Isto é o que podemos chamar de democratização da informação –e das opiniões. Segunda explicação: ao contrário do que Heldene Santos põe sob suspeição, eu sou jornalista, sim, com formação superior em Comunicação Social e com larga experiência –o que é muito mais importante do que qualquer diploma – nos principais veículos de comunicação do país, como a revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

                Feitas estas observações, vamos aos fatos. Tenho um grande respeito pelo  Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, e pelos seus conselhos, que são responsáveis pela vigilância contra abusos aos nossos jovens. Como jornalista, acompanhei os debates legislativos que criaram o ECA e fiz várias reportagens sobre o tema. Feliz do país, como o Brasil, que tem um instrumento tão completo para combater todo e qualquer desvio de conduta –moral ou de responsabilidade – contra as nossas crianças. O que eu discordo –e fiz isso com absoluta segurança em relação ao Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente de São Miguel do Gostoso – é o desvirtuamento de suas funções. Os Conselhos, como o próprio nome diz, devem cuidar do bem-estar de jovens e adolescentes --e não se intrometer em outras questões.

                E o Conselho de São Miguel do Gostoso se intrometeu numa questão para a qual não tem a menor competência. Como falei no artigo anterior, existe uma decisão da Justiça, que acatou orientação do Ministério Público, que proíbe que bares, casas de shows ou carros com caixas de som perturbem os moradores da nossa cidade. Festas depois da meia-noite só podem ser feitas em ocasiões muito especiais, como Ano Novo, Dia da Emancipação e Festa do Padroeiro. Pois o Conselho da nossa cidade, baseado não se sabe em que poderes (por acaso dispõe de Poder Judicial?) autorizou uma conhecida casa de shows da cidade a prorrogar suas noitadas barulhentas até depois da meia –noite, entrando pela madrugada a dentro –uma hora da manhã, duas, três?

               O barulho ensurdecedor em São Miguel do Gostoso é um abuso que precisa ser combatido –por isso, a Justiça e o Ministério Público se manifestaram. A proprietária desta mesma casa de show, que o Conselho da Criança e do Adolescente decidiu arbitrariamente prorrogar o horário de suas festas, já foi julgada e condenada pela Justiça por fazer festas barulhentas e perturbar o sossego dos moradores. Além da população –e eu tenho citado aqui neste espaço vários casos de pessoas que reclamam e que até já adoeceram por causa do barulho infernal em nossa cidade --, o nosso turismo também tem reclamado muito destes abusos. Muitos turistas já abandonaram pousadas da cidade no meio da noite incomodados com o barulho destas casas noturnas.

              O turismo é hoje a maior fonte de empregos e renda em São Miguel do Gostoso. Para que este turismo seja sustentável --e continue crescendo -- , é importante que nossa cidade tenha ordem. É importante que tenhamos segurança, que respeitemos o meio-ambiente, que possamos manter a cidade limpa e que ofereçamos aos turistas um ambiente de tranqüilidade. Isto é bom tanto para o turista como também para os nossos moradores. Ao contrário de outras regiões turísticas do Nordeste –como Pipa, aqui mesmo no Rio Grande do Norte --, o perfil turístico de São Miguel do Gostoso é de um turismo de práticas esportivas (kit e windsurf) e voltado para aquelas pessoas que querem praia, sombra e água fresca – em outras palavras, sossego para poder descansar da vida agitada que têm em outras cidades.

                Pois bem, o que reclamei no artigo anterior –e vou reclamar sempre que for possível – é que o Conselho da Criança e do Adolescente tem mesmo é que cuidar dos nossos jovens e não querer decidir até que horas esta ou aquela casa de shows pode manter suas caixas de som funcionando a todo o vapor, madrugada a dentro. Por acaso o Conselho pensou que, ao agir desta maneira –mesmo que seja para os jovens que estudam à noite não irem para estes bailes no período escolar --, estão afetando centenas de outras pessoas que moram na vizinhança destas casas noturnas? Vale neste caso a máxima de cobrir um santo para descobrir o outro? Melhor seria se o Conselho não se metesse nestas questões, deixando para quem de direito –a Justiça –agir nestes casos. 

                 É importante que todos entendam que ninguém é contra a existência de casas de shows na nossa cidade. Elas são importantes para que os nossos jovens possam se divertir, de  forma saudável e responsável. Mas tem que ter ordem. E uma destas questões relacionadas à ordem, além da obediência aos horários dos bailes decididos pela Justiça, é que estas casas se adaptem acusticamente. Isso quer dizer que elas têm que ter isolamento adequado –paredes que evitem que seu som em altíssimo volume se propague por toda a cidade, evitando que as pessoas fiquem sem poder dormir. E esta casa a que eu me refiro funciona em uma espécie de galpão sem paredes laterais –e é claro que seu som serve tanto para quem está no seu interior como para quem está na vizinhança, querendo dormir. Será que o Conselho não entende isso?

 

 
     
 


Comentário de Heldene Santos:

CONTINUAM OS EQUÍVOCOS EM RELAÇÃO AO CONSELHO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EM SÃO MIGUEL DO GOSTOSO. OU ALGUÉM FAZ QUESTÃO DE QUE SEJA VISTO ASSIM?


Diante do privilégio da liberdade que este instrumento de comunicação que é o www.praiadogostoso.com, e também considerando potencial jornalístico do Sr. Emanuel Neri e a abertura que se presta, venho mais uma vez fazer considerações a respeito da questão Conselho Tutelar de São Miguel do Gostoso – Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescentes.

Quero primeiramente deixar claro que o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente não tem nenhuma posição favorável à questão “barulho provocado por qualquer clube” e aí é que está a questão. Pois o que venho ressaltar é o “desvio” da informação quando foi tratado desse assunto.


Que o barulho existe seja em que horário for, é um fato. Portanto, quero deixar claro que O CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE SÃO MIGUEL DO GOSTOSO NÃO ESTENDEU HORÁRIO PARA DISPONIBILIDADE DO CLUBE, a preocupação do CMDCA nesse único momento foi sim, O HORÁRIO QUE O CLUBE COMEÇA A FUNCIONAR, que seja num horário que não prejudique o funcionamento das Escola Locais, pois que o referido clube sempre funciona nas sextas, sábados e domingos e nas sextas-feiras, que as escolas ainda estão em funcionamento, este começava a funcionar a partir das 9 horas. Diante disso, o CMDCA, teve a atitude de negociar, juntamente com os diretores das escolas e a proprietária do clube, o retardamento do horário inicial de funcionamento do clube, que fosse após o encerramento das atividades escolares. Já o horário que o clube fecha, é uma problema que se deixa para que o MINISTÉRIO PÚBLICO. Assim, importou ao CMDCA nesse momento o horário que começam as atividades do clube e não o horário que fecha. E aí é onde começa o “desvio” da informação como já disse.


Digo que é aí onde começa porque já sabemos que foi um tanto além disso, pois, em artigo publicado anteriormente, o jornalista afirmou que O CONSELHO TUTELAR DE SÃO MIGUEL DO GOSTOSO AUTORIZOU O FUNCIONAMENTO DO CLUBE PARA ALÉM DAS HORAS CONTRARIANDO MEDIDAS DO MINISTÉRIO PÚBLICO, sendo que não foi essa a realidade, até já comprometendo uma outra instituição.


Não venho aqui questionar o currículum de um jornalista, mas venho sim, dizer que o currículum não justifica afirmar inverdades sobre quaisquer pessoas ou instituições, como nesse caso foi afirmado inverdades sobre o CMDCA e, principalmente, sobre o CONSELHO TUTELAR DE SÃO MIGUEL DO GOSTOSO. Ou alguém entende que currículum justifica? Que se fale, que se proteste, que se tenha qualquer atitude em relação ao bem estar social conforme suas concepções, mas citar que instituições como as que estão destacadas neste texto como terem realizados ações que não realizaram, volto a afirmar, não é ético, pode prejudicar a imagem da instituição e precisa sim, que seja melhor conhecido o fato, e qualquer fato, antes de se fazer uma notícia e levar à mídia. Finalmente, parabéns pelo respeito para com os conselhos! Isto é realmente muito necessário.

E as instituições estão aqui. Que consultem, que questionem, que CONHEÇAM.

Heldene Santos


 

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